Urbanização de favelas é tema de debate no IAB-RJ

Data: 06/02/2015

Departamento: IAB RJ

Sistema viário, lixo e resíduos sólidos, e espaços livres foram os temas discutidos em palestra técnica sobre urbanização de favelas realizada na sede do IAB-RJ na tarde desta sexta-feira, 6.

"Desde 1963, quando foi realizado um congresso no Quitandinha, os arquitetos defendem que as favelas são a solução para a questão habitacional brasileira e não o problema. E, desde então, os arquitetos defendem que seja promovida a integração entre favela e cidade", destacou o presidente do IAB-RJ, Pedro da Luz Moreira.

O evento reuniu representantes do poder público, como o atual Secretário Municipal de Habitação, Carlos Portinho, o diretor de projetos especiais do Instituto Pereira Passos, Luis Fernando Valverde, e o coordenador geral do projeto Rio+Social, Pedro Veiga, além do presidente do IAB-RJ, Pedro da Luz Moreira, e dos autores de três cadernos técnicos do programa Morar Carioca: Tatiana Ferry e Solange de Carvalho (Sistema Viário), Guilherme Figueiredo e Mario Ceniquel (Espaços Livres) e Marat Troina (Lixo e Resíduos Sólidos). Os livros pretendem servir de subsídio para os arquitetos que forem trabalhar na urbanização de favelas do Rio ao apontar problemas e possíveis soluções.

 A questão do lixo nos espaços públicos da favela dominou o debate. Para se ter uma ideia do tamanho do problema, o lixo é coletado de forma direta em 88,6% da cidade do Rio e de forma indireta em 9,5%. Na Rocinha, a proporção se inverte e a coleta indireta corresponde a 81,2% da comunidade. 

"O lixo incomoda a todo mundo. Mas na favela, chega a ser uma situação indigna. O lixo é jogado no chão. Quando há coleta, ela não é feita da forma correta, a passagem do caminhão ainda ajuda a afundar mais o chão. É um ciclo vicioso", destacou Marat Troina, vice-presidente do IAB-RJ e autor do caderno sobre lixo e resíduos sólidos.

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