"Projete um mundo melhor" é o tema do Dia Mundial da Arquitetura

Data: 01/07/2016

Departamento: Nacional


A União Internacional dos Arquitetos (UIA) anunciou na quarta-feira, 30 de junho, o tema do Dia Mundial da Arquitetura de 2016: “Projete um mundo melhor”. A proposta tem como objetivo destacar o projeto como instrumento capaz de melhorar a qualidade de vida das sociedades e de combater as mudanças climáticas.

O Dia Mundial da Arquitetura de 2016 faz conexão direta com o UIA 2020 RIO, cujo tema está centrado no papel da arquitetura tendo presente a realidade urbana do mundo contemporâneo, onde se expressam a diversidade e a multiplicidade das formas e dos modos de produção das cidades.

De acordo com a mensagem divulgada pela secretaria geral da UIA, à medida que a extensão dos desafios globais se amplia, o papel da arquitetura, do planejamento e do projeto se tornam mais importantes. “No dia 3 de outubro, membros da UIA e parceiros se mobilizarão para promover o poder da arquitetura para lidar com as mudanças climáticas. A entidade vai sublinhar ainda como os arquitetos projetam um mundo melhor na Conferência das Nações Unidas sobre Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável (HABITAT III), que será realizada em outubro, e na reunião da COP 22 – Cúpula do Clima, novembro, em Marrakech”, diz o comunicado.

O combate às mudanças climáticas e a melhora da qualidade de vida nas cidades são assuntos que dialogam diretamente com o 27º Congresso Mundial de Arquitetura – UIA 2020 RIO, que será realizado pela primeira no Brasil em 2020. Promovido pela UIA, com organização do IAB, o evento espera discutir, entre outros temas, a ocupação do território e os impactos gerados no ambiente, a capacidade das cidades de sustentar economicamente a população e a coesão e governança das cidades metropolitanas.

O UIA 2020 RIO será o maior evento do Rio de Janeiro após as Olimpíadas. A expectativa é que o evento atraia cerca de 15 mil arquitetos de todo o mundo a capital carioca. O congresso tem o apoio do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ), da Federação Nacional de Arquitetos e Urbanistas (FNA), da Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP), da Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (AsBEA), da Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (ABEA), da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo (ANPARQ), do Conselho Internacional dos Arquitetos de Língua Portuguesa (CIALP) e da Federação Pan-Americana de Associações de Arquitetos (FPAA).

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Comentários (01)

Prezados Colegas,
Nada mais necessário neste país, e em grande parte do mundo, que a casa própria, mas, infelizmente, nada mais difícil para um trabalhador brasileiro , de classe média ou baixa, ter a sua própria casa.
O custo da construção, pelas vias normais, será sempre um impeditivo face ao valor da renda mensal de um trabalhador. Por mais criativo que seja o Arquiteto, por menor que seja o custo do terreno e dos materiais, nunca conseguiremos resolver essa equação cruel. Temos , pois, que mudar e mudar muito. Só vejo uma maneira de resolver essa questão crucial: Um grande mutirão nacional ! Mutirão esse que congregará todos os envolvidos diretamente com o problema, inclusive e principalmente os maiores interessados : o cidadão sem casa, o estudante de Arquitetura desejoso de participar dessa honrosa aventura, os governos bem intencionados, em todos os níveis , até mesmo aqueles que cumprem pena leve e que possuem uma profissão voltada à construção, cuja participação efetiva os levará à redução da pena ou até mesmo à sua libertação e reintegração social.
Os estudantes, orientados por seus mestres, farão, em cada região do país, projetos regionais, com materiais disponíveis, imitando os índios, e fazendo também o acompanhamento das obras, em parceria com as prefeituras e usando, ao extremo, a mão de obra local, sem intermediários.
Um grande abraço a todos !

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