Nova edição de autobiografia de Lucio Costa chega ao mercado em dezembro

Data: 29/11/2018

Departamento: Nacional

Publicada originalmente em 1995, esta autobiografia de Lucio Costa (1902-1998), formada de textos críticos e memorialísticos, planos, projetos, fotografias e desenhos especialmente escolhidos e compostos pelo autor, ganha agora uma nova edição, respeitando integralmente o projeto gráfico original, acrescida de uma apresentação de Maria Elisa Costa, filha de Lucio, de um índice onomástico, e de um ensaio de Sophia da Silva Telles, que procura decifrar o sentido da obra deste grande arquiteto e urbanista que foi também um dos mais importantes intelectuais brasileiros do século XX.
 
Registro de uma vivência é o testemunho da figura-chave da arquitetura moderna brasileira. Com seleção do próprio autor, reúne textos, depoimentos, cartas, desenhos, croquis, projetos e fotografias que cobrem toda a trajetória do autor. Lucio Costa atuou decisivamente na grande revolução cultural que tem início com a Semana de Arte Moderna de 1922, fazendo a ponte entre Le Corbusier, Walter Gropius, Frank Lloyd Wright e Mies van der Rohe, pioneiros que conheceu pessoalmente, e brasileiros em começo de carreira que se agregaram à sua volta como Oscar Niemeyer, Afonso Eduardo Reidy, Carlos Leão, Jorge Moreira e Ernani Vasconcelos.
 
O resultado foi uma arquitetura original, que surpreendeu o mundo e garantiu um lugar de destaque na história da disciplina. Em paralelo, Luciocultivou discretamente um caminho próprio, afim com o projeto modernista, imaginando um elo poético entre nosso passado colonial e a modernidade, fazendo conviver pilotis e cobogós, nosso jeito de morar e preceitos urbanísticos para a sociedade de massas. Não por acaso, durante décadas foi consultor no Patrimônio Histórico, a mesma repartição de Rodrigo Melo Franco e Carlos Drummond de Andrade. Essa fusão de espírito moderno e conhecimento histórico aprofundado revela-se no estilo modelar de uma prosa admirável, livre e naturalmente elegante.  Por tudo isso, Registro de uma vivência pode ser colocado junto a livros que revelaram o Brasil aos brasileiros, como Casa grande e senzala e Raízes do Brasil. Um livro fundamental da cultura brasileira.
 
Lançado em 1995 e reimpresso dois anos depois, o livro esgotou-se rapidamente e é hoje um item disputado. Esta nova edição mantém o projeto gráfico original e acrescenta um índice de nomes e obras, uma apresentação de Maria Elisa Costa sobre o processo de elaboração do livro, bem como um posfácio de Sophia Telles - uma de nossas mais destacadas críticas de arquitetura.
 
 
Serviço:
Lançamento do livro Registro de uma vivência, de Lucio Costa
Bate-papo com Ciro Pirondi, Guilherme Wisnik e Paulo Mendes da Rocha
7 de dezembro de 2018, sexta-feira, às 19h
Local: ETA
Sesc 24 de maio
Rua 24 de maio, 109, Centro
Atividade Gratuita. Retirada de ingressos com 1h de antecedência.
  
As publicações das Edições Sesc São Paulo podem ser adquiridas em todas as unidades Sesc SP (capital e interior), nas principais livrarias e também pelo portal www.sescsp.org.br/livraria
 
Sobre o autor
Lucio Costa nasceu em Toulon, França, em 1902. Formou-se pela Escola Nacional de Belas Artes, da qual mais tarde viria a ser diretor, promovendo uma profunda reforma no ensino de arquitetura. Foi coordenador da equipe que projetou, com a consultoria de Le Corbusier, o edifício do Ministério da Educação e Saúde (1945), hoje Palácio Gustavo Capanema, no centro do Rio de Janeiro. Em 1957, vence o concurso para o Plano piloto de Brasília. Entre outros, assinou projetos arquitetônicos pioneiros como o Parque Guinle e planos urbanísticos como o da Barra da Tijuca, ambos no Rio de Janeiro. De 1937 a 1972, dirigiu a Divisão de Estudos e Tombamentos do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Faleceu no Rio de Janeiro em 1998.

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