Luiz Fernando Freitas apresenta, no IAB-RJ, seu projeto de habitação de interesse social em Manaus

Data: 16/03/2015

Departamento: IAB RJ

Habitações de interesse social em uma região central da cidade e com casas de até 65 metros quadrados. O projeto do arquiteto Luiz Fernando Almeida Freitas, apesar de bem diferente da maioria das moradias populares construídas no país, foi erguido em Manaus, à beira dos rios da cidade, entre 2007 e 2009, e será apresentado nesta quarta no IAB-RJ, a partir das 19h.

Foram construídas 1006 casas com sobrados para abrigar famílias que antes moravam em palafitas. O projeto foi financiado pelo Banco Mundial e custou US$ 300 milhões.

"Esse projeto foi possível porque não era apenas um programa habitacional. Era, na verdade, um programa de saneamento ambiental, mas que só seria possível se aquelas famílias fossem removidas das palafitas", explica Freitas.

Ao contrário do que acontece na maior parte das vezes, contudo, as famílias não foram transferidas para periferias distantes. A mudança foi para locais até, no máximo, 1,8 quilômetros da residência anterior.

"Isso mostra que é possível construir habitação social dentro da cidade. Claro que é difícil encontrar terrenos para alocar 1000 famílias, mas podem ser lotes menores, com menos unidades em cada um deles. Manter as pessoas perto de onde elas vivem permite que elas continuem frequentando as mesmas escolas, creches, hospitais. E, com isso, o projeto não inclui a construção desse tipo de equipamento urbano", comenta o arquiteto. 

O projeto fazia parte do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim).

Post sem comentários! Comentar o post

Comentários (04)

Na matéria há o seguinte parágrafo:
"Foram construídas 1006 casas com sobrados (...) O projeto foi financiado pelo Banco Mundial e custou US$ 300 milhões."

É isso mesmo????

Cada sobrado com até 65 m² custou R$ 900.000,00 (novecentos mil reais)????

responda esse comentário>>

Olá Antônio, como vai?

O Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus custou US$ 300 milhões. O projeto do Luiz Fernando de Almeida Freitas, apresentado no IAB-RJ, foi a primeira parte do programa. De qualquer forma, vamos encaminhar sua dúvida ao arquiteto para que possa explicar melhor.

Obrigado.

Antonio, a resposta é não. Cada casa não custou 900 mil reais. O PROSAMIN envolve muito mais que construir casas. Sou arquiteto, formado no RJ e moro em Manaus há 10 anos. Conheço um pouco da realidade das palafitas antes e das casas depois do Prosamim, no qual fiz uma pesquisa sobre conforto ambiental para uma monografia de uma pós que fiz. Para tirar suas dúvidas sobre todo o projeto, visite www.prosamim.am.gov.br

Um desafio muito grande para os arquitetos hoje em dia é conciliar recurso regrado com falta de espaços urbanos para criar uma arquitetura que atenda pelo menos o minimo necessário de conforto ambiental em uma residência popular. A maioria das habitações populares quase sempre só atendem a demanda econômica e deixam a desejar a parte de conforto. Fato facilmente resolvido se os programas de habitação popular explorassem mais os trabalhos dos profissionais arquitetos. Eu como arquiteto digo, é tão facio criar uma arquitetura com essas características, antes de eu ser arquiteto, eu era pedreiro construi inumeras casas quase sempre para pessoas de baixa renda, por conta disso todo orçamento era regrado, com isso acumulei muito esperiencia nessa área, hoje quando vejo os orçamentos milionários para construir habitações populares, acho um absurdo, da pra construir quase o dobro de residências para qual foi destinado tal recurso, além do mais essas residências quase sempre ficam com uma característica estética padrão, isso sugere que todas as pessoas de classe menos favorecida não tenham o direito á sua própria identidade peculiar, "vulgarmente falando, essas casas são como casas de cachorro que atendem apenas a necessidade de morar, não atende a necessidade cultural que é específica do ser humano, ou seja não atendem ao luxo, ao orgulho e no bom sentido á necessidade de causar inveja á outra pessoa", com isso as pessoas que moram nessas casas acabam se sentindo incapazes com baixa alta estima e acabam ficando mais pobre do que já são. Nesse sentido eu acho que esses programas habitacionais deveriam colher idéias de profissionais do Brasil todo, desse modo além da valorização dos profissionais arquitetos do Brasil , teriamos habitações populares com menos característica de habitação "doada", pois essa característica acaba sufocando a capacidade do cidadão.

responda esse comentário>>