Arquitetos cobram compromisso pela qualidade e transparência

Data: 19/08/2016

Departamento: Nacional

O Colégio Brasileiro de Arquitetos (CBA) – coletivo das entidades nacionais de arquitetura e urbanismo – propõe que se busque com cada candidato a prefeito o compromisso de, caso eleito, somente licitar obras depois de terem sido elaborados os correspondentes Projetos Completos, isto é: estudos preliminares, anteprojetos, projetos executivos, de arquitetura e complementares, bem como orçamentos e especificações de toda a obra.
 
Para as entidades nacionais de arquitetura, este é o momento para o diálogo com os candidatos a prefeito visando a adoção do Projeto Completo como pré-requisito para a licitação de obras públicas.
 
“Será o compromisso pela transparência na administração pública e em benefício da qualidade das obras, dos prazos e dos custos, com clara rejeição aos procedimentos que tem proporcionado tanta corrupção na condução as obras públicas”, afirmou o presidente do IAB, Sérgio Magalhães.
 
O CBA é composto pelo IAB, Federação Nacional dos Arquitetos (FNA), Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA), Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP) e Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (ABEA).

Clique aqui para ler o documento "Compromisso pela qualidade das obras e transparência nos gastos" na íntegra.

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Comentários (04)

Sim, concordo plenamente com a proposição de estipular projetos completos antes das contratações. Equipes formadas com arquitetos e urbanistas são sem sombra de dúvida as mais apropriadas para assessorar o governo neste quesito. Certamente isso demanda a modificação de leis e deve ser um projeto público e transparente da aceitação do povo inclusive com adesão de assinaturas no sentido de tornar obrigatório a utilização desse assessoramento dos arquitetos. Mas que não seja de uso exclusivo de pessoas ou empresas indicadas pelos Prefeitos, que seja franqueado aos profissionais que desejarem se habilitar a esses serviços. É preciso evitar que se utilizem sempre dos mesmos" apadrinhados do governo" e se abram oportunidades a todos que mostrarem suas capacidades profissionais.

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veio em boa hora esta medida, todo apoio a valorização do Projeto Completo, mas pela substituição do Presidente Nacional do IAB Urgente, pois deixou realizar obras sem qualidade na cidade afastou todos os arquitetos do IAB e não permite espaço para opiniões contrárias!

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boa noite!
as ações das entidades de classe, tem realmente empenhado para defender o trabalho de qualidade
não seria hora também de exigir de alguma forma que eleitores pudessem escolher o tipo de Qualificação deveria ter o seu Prefeito, Administrador, Arquiteto e urbanista, Advogado, etc...
pois quando vamos em busca de um emprego, as exigencias são tantas e por que no Cargo mais elevado qualquer um pode se Candidatar, o povo deveria escolher seus canditatos através de seus predicados

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Estamos enfrentando uma época de aberração profissional, onde arquitetos se autointitulam designers de interiores para serem melhor remunerados, porteiros de edifício agenciam obras de reforma para clientes desavisados, firmas estrangeiras são acobertadas por canetinhas que recebem projetos completos para serem lançados a custo mínimo por construtoras que visam lucro fácil, o sistema de concorrências públicas escolhe pelo preço mais vil e ainda faz leilão entre os dois primeiros colocados a cada licitação.
Esse recente ataque à Arquitetura brasileira, na forma desta legislação irresponsável, além de ferir a norma de que QUEM PROJETA NÃO CONSTRÓI e vice-versa, detona a integridade do pensamento criador do projeto, nas suas qualidades de apropriação do espaço-tempo, uniformidade de conceito e controle da qualidade do conjunto, craqueando tudo em fases alienadas entre si, contando com outros profissionais que não estão comprometidos com a concepção original do projeto ou o resultado do trabalho. Já existe uma diversificação ininteligível, um cuidando da viabilidade, outro do projeto de massa, outro da concepção criativa, outro da adequação à legislação, e mil outros que não se referem ao primeiro para resolver projetos complementares que interferem na arquitetura e uns nos outros, gerando gastos adicionais, falta de integração entre os diversos sistemas, ruptura do conceito diretor do projeto, pretensas economias de escala que levam à medíocre falta de padrão mínimo da arquitetura que temos apresentado aos usuários. Falar em detalhamento então, será impossível, uma vez que os projetos não tem mais o arquiteto autor como coordenador.
Não posso aqui citar exemplos, mas estes explodem ao olhar e ao uso dos edifícios de construção recente e que fazem o encantamento dos leigos que perderam completamente a noção de que existe uma arquitetura brasileira, uma imagem e uma característica que fez com que já tivéssemos ocupado o primeiro lugar entre os países do Ocidente.

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