AIA investe no engajamento comunitário para planos urbanos

Data: 18/08/2015

Departamento: IAB RJ

Os diretores do American Institute of Architects (AIA) Joel Mills e Erin Simmons e o diretor do Departamento de Planejamento e Urbanismo da cidade de Northampton (Massachusetts), Wayne Feiden, apresentaram, na segunda-feira, 17 de agosto, o modelo americano de planejamento participativo aos arquitetos reunidos no auditório da sede do IAB-RJ, no Flamengo.

Participaram do evento também o cônsul geral dos EUA, James Story, o vice-presidente do CAU/RJ Luiz Fernando Valverde e o representante do Instituto Pereira Passos Antônio Augusto Veríssimo.

Focado no engajamento da comunidade, o diretor do Center for Communities by Design do AIA, Joel Mills, explicou que a proposta é reverter o processo tradicional de planejamento. “Quando vamos a uma comunidade, nossa primeira preocupação é atrair a sociedade para as nossas discussões e fazê-la se envolver com o processo. A partir do primeiro encontro formamos um grupo multidisciplinar, com pessoas da própria comunidade e de outras regiões, para identificar as necessidades e soluções criativas para questões como crescimento populacional, expansão da cidade e habitação”, afirmou Mills.

A diretora da entidade americana de arquitetura Erin Simmons explicou que o Instituto não cobra nada pelos serviços prestados. “Todos os profissionais envolvidos em nosso programa trabalham gratuitamente. Como não oferecemos nada a ser cobrado, conseguimos conquistar a confiança das comunidades aos poucos”, disse Erin.

De forma resumida, o modelo de planejamento participativo desenvolvido pelo AIA segue o seguinte roteiro: a equipe multidisciplinar se reúne de três a cinco dias para identificar demandas e propor soluções. Nesse período, o grupo faz um giro pela comunidade para fazer um reconhecimento do campo. A etapa seguinte são as reuniões, que contam com as participações de stakeholders – parceiros que possuem informações importantes do local. A última fase são as audiências públicas.

“A audiência pública é a fase mais importante do processo. O sucesso do projeto vai depender dessa reunião. É nessa etapa que a comunidade verifica as mudanças que tornarão as regiões melhores do que já são”, destacou Erin.

Um dos profissionais parceiros do AIA no programa de planejamento participativo é o planejador urbano Wayne Feiden. O diretor do Departamento de Planejamento e Urbanismo da cidade de Northampton participa de mais de 20 equipes multidisciplinares da AIA. “Sou um entusiasta desse programa. A participação da comunidade é indispensável para o processo, mas o apoio de pessoas de fora também é fundamental. Nos EUA, entre 1950 e 1970, pensávamos a cidade para os carros. Pessoas de fora mostraram um novo cenário para a gente. É muito bom que pessoas de fora percebam coisas que nós não estamos percebendo”, afirmou Feiden.

Ao comentar sobre o painel realizado no IAB-RJ com representantes do AIA, o presidente do Departamento Rio de Janeiro do IAB, Pedro da Luz, destacou o intercâmbio de conhecimento promovido pelo evento. “O Rio tem uma experiência importante na área de planejamento participativo, especialmente na urbanização de favelas. Conhecer a experiência americana é interessante. A apresentação também trouxe uma mensagem importante de que o projeto e o plano são captadores de recursos”, ressaltou Pedro da Luz.

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